Convivendo com a Doença Crônica

By 14 de março de 2016Doença Crônica
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Para discorrer melhor sobre o tema é interessante que façamos uma breve definição do que é uma doença crônica?

Doença crônica é um estado de saúde alterado que não pode ser curado através de tratamentos ou até mesmo intervenção cirúrgica, mas o que não significa eu não exista um tratamento que vise à qualidade de vida de quem porta a doença e a diminuição dos seus sintomas.

A doença crônica afeta não só o paciente, mas como toda a família e pessoas próximas ao convívio do mesmo.

Quando os envolvidos enfrentam uma doença crônica é como se eles tivessem em um ambiente que lhe parece familiar, porem é desconhecido. Algumas coisas não mudam nesse ambiente, mas outras são completamente novas e é preciso aprender a lidar e enfrentar essas mudanças.

A doença faz com que um novo estilo de vida tenha que ser criado, novas regras, hábitos e rotinas tenham que ser inseridos no seu dia a dia, o que transforma completamente maneira de viver e enxergar a vida.

Até o tratamento — que deveria dar alívio da doença — pode atrapalhar ainda mais a nova rotina da família, é algo que não estava previsto, que sai totalmente da zona de conforto que havia sido consolidada até ali.

À medida que o paciente se ajusta ao desconforto, e às vezes à dor, do tratamento médico e de ser examinado pelos médicos, ele se torna cada vez mais dependente da ajuda prática e do apoio emocional da família. Em resultado disso, os membros da família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se veem obrigados a ajustar sua atitude, as emoções, o estilo de vida e a rotina.

Existe também a incerteza do tratamento que vem com os altos e baixos que a doença crônica provoca, hora apresentando uma melhora expressiva e hora tendo uma brusca e repentina queda. Quando tudo parece estar se normalizando e quando a rotina parece estar sendo estabelecida, essa inconstância faz com tenhamos que lidar novamente com uma situação não prevista e quem sempre parece ser pior do que a anterior.

A doença, o tratamento, a exaustão e a incerteza se combinam para gerar outra consequência inesperada.

Com o tempo o convívio social praticamente se esgota, família e paciente passam a escolher a dedo os convites que conseguir participar e deixa de fazer os que costumeiramente fazia. E isso tudo acontece como um efeito colateral da doença, que muitas vezes exige mais do seu tempo do que efetivamente você poderia dar; porque você acaba criando um pré-conceito em relação ao trabalho que se pode dar ao outro aceitando qualquer convite ou por medo do desconforto que pode ser gerado com essa presença, pois nem todos tem sabem lidar com uma pessoa doente.

Lidando com a devastação emocional

De fato, é devastador descobrir que uma pessoa amada tem uma doença potencialmente fatal ou debilitante. A família talvez sinta que seus sonhos e esperanças foram destruídos, e o que resta é um futuro de incerteza e um profundo sentimento de perda e tristeza.

É verdade que, para uma família que por muito tempo conviveu com sintomas perturbadores de um de seus membros sem saber a causa, o diagnóstico pode até representar certo alívio. Mas algumas famílias reagem ao diagnóstico de forma diferente

Não é incomum a família sentir medo: medo do desconhecido, da doença, do tratamento, da dor e da morte.

Enfrentando o problema

A família pode enfrentar o problema

A boa notícia é que muitas famílias descobriram que não é tão difícil lidar com o problema quanto parecia de início.

Muitas vezes, o grave cenário criado através desse turbilhão de emoções é menos critico do que se imagina.

Outras pessoas passam pelo mesmo problema de maneira diferente, é preciso aprender com elas, viver um dia ou uma etapa de cada vez.

Apesar de ser uma mudança drástica, se formos analisar o passado, por quantas vezes o percurso da vida já não foi alterado e mesmo assim você se adaptou, mudou e sobreviveu.

Nem sempre o que vem pela frente é tão ruim quanto se imagina, na maioria das vezes não é…

O principal passo para superação é entender e aceitar a doença e ter vontade de “virar a mesa”.

Existem profissionais competentes, organizações especializadas, grupos de apoio e inúmeros outros recursos que podem ajudar a todos os envolvidos a passar por essa situação, basta abrir-se para eles.

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